desvãos – experiência #1: presenças residuais -2010

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imagem-conceito

No início desse blog postei um texto referente ao meu trabalho de conclusão de cursoDesvãos: imagens & imaginários da cidade-caixa.

Agora, janeiro de 2011 é um bom momento para postar mais alguma coisa, já que há exatamente 1 ano atrás o trabalho estava sendo desenvolvido a todo o vapor já em vias de finalização. Algum dia pretendo fazer um apanhado geral do trabalho e postar aqui, para que de alguma forma ele possa ser compreendido de um modo mais amplo. Por hora vamos às especificidades, que de fragmentos também foi construído o trabalho.

A experiência que eu gostaria de compartilhar hoje chama-se “preenças residuais” e constituiu-se no primeiro ensaio prático em ordem de concepção, mas o último a ser executado, no centro de Florianópolis com o auxílio de amigos, hoje companheiros de trabalho.

Presenças residuais foi uma ação que permeia o campo de estudo do espaço urbano na relação público-privado. Considerando o espaço urbano uma rede de fluxos de pessoas e objeto de apropriação de diversos grupos/indivíduos com diferentes óticas. Estas óticas, representadas pelo amplo espectro das atividades humanas na urbe.  As atividades demandam acordos sociais entre grupos/pessoas que vivem realidades diferentes na disputa pelo espaço urbano e nesse processo deixam marcas, como que sinais de passagem, ou vincos de repetição.

Por convenção, esses sinais foram chamados aqui de “presenças residuais”, apresentando-se principalmente na imagem mental que fazemos da cidade que vivenciamos. A experiência teve como objetivo mapear algumas presenças residuais encontradas no cenário urbano da região do centro histórico de Florianópolis.

A partir deste ensaio buscou-se gerar uma reflexão sobre as presenças e, principalmente, as ausências, o próximo e o distante, o nativo e o estrangeiro, ou ainda a reciprocidade da ausência, ou mesmo todas essas dimensões, a redescoberta de algo familiar previamente reprimido, a inquietante presença de uma ausência definida por Freud.

Ao mapeamento seguiu-se a ação. A reprodução em tamanho natural dessas presenças residuais e sua fixação na pele da cidade, como sombras inertes, foi o encerramento e conclusão desse experimento

dia seguinte

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Diego.

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