A “Ville spatiale” de Yona Friedman: 1959-1960

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Desde 1950, Yona Friedman desenvolveu sua pesquisa arquitetônica em profunda relação com outros campos da cultura humana, como a ciência (física e biologia), a organização social (economia, estruturas de grupo ) e as artes (auto-expressão em todas as suas formas).

Em 1958, em um contexto de rápida urbanização e transformação econômica, social e cultural, Friedman publicou L’Architecture mobile. Arquitetura móvel, segundo Friedman é o “habitat definido pelos habitantes”, através de “infra-estruturas não-determinadas e não-determinantes” sendo seu projeto Ville Spatiale, de 1959, um exemplo desse modo de conceber o espaço.

A Ville Spatiale, é um conceito desenvolvido por Friedman, de uma cidade elevada sustentada por uma estrutura tridimensional. Segundo o arquiteto, ”esta técnica permite um novo desenvolvimento do urbanismo: a cidade em três dimensões, objetiva multiplicar a superfície original da cidade, com planos elevados.” A superposição de níveis serve entre outras coisas para congregar em um mesmo local uma cidade industrial, residencial e comercial. Os edifícios devem tocar o solo em uma superfície mínima, podendo ser desmontados e movidos recriando o que Friedman define como uma “topografia artificial” onde houver necessidade. A malha modular permite o crescimento ilimitado da cidade na megaestrutura e a taxa de ocupação é variável em uma composição aleatória.

Fonte: frac-centre

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